Solange Sólon Borges

2/2/2018

Os três últimos anos foram os mais quentes já registrados, de acordo com informações da Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência especializada da ONU. Sob o efeito de um forte “El Niño” – fenômeno que a cada 3 e 7 anos afeta as temperaturas, as correntes marinhas e as precipitações -, 2016 está no topo da lista, com 1,2°C mais que na época pré-industrial (1880-1900), enquanto 2017 alcançou o recorde de ano mais quente até a data, mas sem a incidência do El Niño. Houve repercussões no Ártico, em amplas áreas marítimas e nos regimes meteorológicos de outras áreas do Planeta.

Para o secretário-geral da OMM, o finlandês Petteri Taalas, “17 dos 18 anos mais quentes pertencem ao século 21, e o ritmo de aquecimento constatado nestes três últimos anos é excepcional”.

A sensação térmica elevada se deve ao efeito de potente “El Niño” – fenômeno que afeta as temperaturas entre 3 e 7 anos. 2016 lidera a lista com temperatura 1,2ºC a mais que na época pré-industrial, enquanto que 2017 alcançou o recorde de ano mais quente até a data sem o El Niño.

Com a tendência atual, até 2060 ou 2070, se poderia alcançar o limite de aquecimento de 2ºC estabelecido no Acordo de Paris. Mas, se a emissão de GEE não for controlada, esse limite pode ser alcançado antes.2017 veio acompanhado de catástrofes naturais, ciclones tropicais, secas e inundações com impacto na economia de diversos países.

A ONU utilizou dados da Agência Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (Noaa), da Nasa, do Centre Hadley do Serviço Meteorológico britânico, do Centro Europeu para as Previsões Meteorológicas no Médio Prazo (CEPMMT) e do Serviço Meteorológico japonês.



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