Mariana Soares, Agência Indusnet Fiesp 

A segunda edição da Concorrência de Certificados de Reciclagem do Sistema de Logística Reversa de Embalagens da Fiesp foi realizada na tarde da última quarta-feira (30/1). Na oferta, foram comercializadas 13.370 toneladas de embalagens recicláveis certificadas; um resultado ainda mais expressivo do que o registrado na última concorrência ocorrida em novembro do ano passado quando foram comercializados 9.514 toneladas.

O valor total desta segunda negociação de certificados de reciclagem atingiu R$ 1.029.787,00. Foram ofertados, durante a concorrência, 2.176 toneladas de papel e papelão, 1.589 toneladas de plástico, 4.179 de metais e 5.427 de vidro.

Nesta última edição, a proposta de venda foi feita por 15 operadores, sendo 7 cooperativas, e a compra foi realizada por 39 empresas. A procura pelos certificados é feita pelas empresas associadas ao Sistema de Logística Reversa de Embalagens da Fiesp.

Nas duas concorrências realizadas até o momento foram comercializadas 22.884 toneladas de embalagens recicláveis certificadas, o que equivale a um dia de geração de resíduos sólidos urbanos do Estado de Minas Gerais.

De acordo com Ricardo Garcia, especialista do Departamento de Desenvolvimento Sustentável da Fiesp/Ciesp, as empresas estão cientes da importância de se obter o licenciamento do órgão regulador, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB). “Com a concorrência de certificados de reciclagem, as indústrias encontram uma forma mais segura de adquirir a comprovação de que estão alcançando a meta de Logística Reversa”, concluiu.

De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), 22% é o número mínimo referente ao que uma empresa precisa comprovar em relação a realização da Logística Reversa de embalagens.

A New Hope Ecotech é a atual certificadora do Sistema. Segundo o CEO da empresa, Thiago Carvalho Pinto, além de possibilitar uma forma segura para cada empresa participante da concorrência, os certificados têm mais propósitos positivos. Eles comprovam que os resíduos pós-consumo, lixo ou resíduos urbanos, não irão chegar ao aterro, o que é um ganho enorme para as cidades, para o meio ambiente. “É a certeza de que aquela embalagem foi realmente reciclada, o que gera ganhos expressivos para o ecossistema e para as pessoas. E uma possibilidade real de as cooperativas e os operadores logísticos que fizeram esse trabalho ganharem uma renda adicional com a venda”, reforçou.



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