1º/11/2017

Solange Sólon Borges 

A 8ª edição do relatório sobre as emissões da ONU Meio Ambiente, divulgado no dia 31/10, indica que se os 195 países signatários do Acordo de Paris cumprirem 100% dos seus compromissos, esse esforço representará apenas um terço do necessário a fim de combater as mudanças climáticas. Ou seja, manter o aquecimento global abaixo de 2ºC, buscando limitá-lo a 1,5ºC. Para os cientistas, o mundo deveria chegar em 2030 com uma emissão abaixo de 42 gigatoneladas.

Os países ricos devem garantir um financiamento de US$ 100 bilhões por ano, e os compromissos deverão ser revistos a cada 5 anos. Ou seja, em 2020 haverá uma nova reunião-chave internacional para calibrar as metas e garantir uma melhor preservação do planeta.

Se todos os países do Acordo cumprissem suas metas, ainda assim seriam geradas mais de 50 gigatoneladas, considerando-se o crescimento econômico do planeta mais o ritmo das últimas décadas.

Como saída, os cientistas responsáveis pelo texto apontam que um investimento de US$ 100 a tonelada reduziria as emissões em até 36 gigatoneladas por ano até 2030. Essa iniciativa seria capaz de promover a manutenção do planeta. Outro ponto importante seria a aposta em novas tecnologias em setores considerados críticos, como o energético.

Avaliação sobre o Brasil: pontos positivo e negativo

O Brasil foi retratado no relatório da ONU como bom exemplo ao conseguir manter sua proposta apresentada no Acordo de Paris: até 2020, redução das emissões entre 36,1% e 38,9%.

De acordo com o texto: “a avaliação mostra que, de acordo com as estimativas, quatro dos membros do G20 – China, EU28 (União Europeia), Índia e Japão – estão no bom caminho para cumprir suas promessas de 2020 sem precisar de compra de compensações. Três outros – Austrália, Brasil e Rússia – estão de acordo com a maioria das estimativas”.

O que pesa desfavoravelmente contra o País são os dados de estudo recente do Observatório do Clima dando conta de alta de 8,9% nas emissões brasileiras, em 2016, em relação a 2015, chegando à cifra de 2,278 bilhões de toneladas de gás carbono equivalente contra 2,091 bilhões do ano anterior.  Na conclusão do relatório, esse montante representa 3,4% do total mundial, colocando o país na sétima posição no ranking de poluidores do planeta.

Por outro lado, o relatório da ONU enfatiza o fato de o Brasil contar com porcentagem expressiva de energias renováveis, em sua matriz, em comparação com os demais países.



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