5/3/2018

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

“A nossa existência depende do respeito ao mundo natural”. Foi com esse alerta que a bióloga norte-americana Sylvia Earle conduziu o debate a respeito da conservação da natureza durante o lançamento de seu livro A Terra é Azul. O título, publicado pela Sesi-SP Editora, foi apresentado ao público brasileiro na manhã desta segunda-feira (05/03), no Teatro do Sesi, na sede da Fiesp e do Sesi-SP, na Avenida Paulista, em São Paulo. A obra discute a urgência de preservar os oceanos. Ao lado de Sylvia no palco, o presidente da Fiesp e do Sesi-SP, Paulo Skaf, fez questão de acompanhar o debate. E de apresentar uma ação concreta a respeito do tema: o envio de uma carta ao presidente Michel Temer pedindo a criação de duas áreas de proteção ambiental (APAs) marinhas, uma em São Paulo e a outra no Rio de Janeiro.

Também participou ao lançamento do livro o jornalista e ambientalista João Lara Mesquita.

“Vivemos num planeta abençoado por oceanos cheios de vida”, disse Sylvia em sua apresentação. “Num espaço muito curto de tempo nós voamos mais rápido do que os pássaros e chegamos à lua. Sabemos o que as outras espécies da terra não podem saber”.

A bióloga destacou que “há muita vida morando no escuro, nos oceanos”. “Até a parte abissal dos oceanos é cheia de vida, mesmo sendo congelante”, disse. “Estamos começando a descobrir o planeta, a nossa vida depende disso”.

Sylvia e Skaf: hora de agir para preservar o planeta, com foco nos oceanos. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Sylvia e Skaf: hora de agir para preservar o planeta, com foco nos oceanos. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

De acordo com Sylvia, as nossas vidas consistem em retirar tudo da natureza, mas não podemos “simplesmente levar tudo o que queremos”. “Temos que proteger as áreas de alimentação e reprodução das espécies”.

Parques azuis

Em encontro com o ex-presidente norte-americano George W. Bush, ela fez questão de frisar a necessidade de termos “parques azuis” assim como temos áreas protegidas de florestas. “Bush não sabia que houve um declínio muito grande de espécies marinhas, peixes que deixaram de existir”.

Os parques em terra, para se ter uma ideia, têm mais de 100 anos de existência. “Precisamos da ajuda de todos para proteger a terra”, afirmou Sylvia. “E basear esse esforço de conservação também nos oceanos”.

Segundo a bióloga, se não há peixes, não há pescadores. “O oceano é o direcionador do clima na terra. O planeta depende da sua parte azul”, explicou.

Sylvia encerrou a sua apresentação com um convite aos leitores brasileiros. “Temos que mergulhar juntos”, disse. “Quero mergulhar no Brasil e vou voltar aqui em breve”.

E não parou por aí. “Não deixem a vida passar sem dar bons mergulhos no mar”.

Pesquisadora apaixonada que é, ela disse ainda que, se pudesse, “levaria o livro para os peixes lerem”.

Ação concreta

Alinhado com o pensamento de Sylvia e disposto a agir no que se refere à proteção dos oceanos, Skaf leu para a plateia uma carta enviada ao presidente Michel Temer pedindo a criação de duas APAs marinhas.

No texto, ele citou inclusive a publicação do livro pela Sesi-SP Editora.

“Precisamos agir, apresentar medidas concretas”, disse Skaf.

 A Terra é Azul é uma mistura de relato pessoal com ensaio científico e resumo histórico sobre a urgência de preservar os oceanos, parando de ignorar o impacto da exploração dos mares.

O livro foi escrito depois do derramamento de petróleo no golfo do México em 2010. Por seu trabalho, Sylvia foi eleita pela revista Times “a primeira heroína do planeta”.

Para saber mais sobre a obra, é só clicar aqui.



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