21/11/2017

Solange Sólon Borges 

Na COP23, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) lançou relatório alerta para a possibilidade de milhões de pessoas viverem um círculo vicioso de insegurança alimentar, má nutrição e pobreza.

O documento “Rastreando Adaptação em Setores Agrícolas” [tradução livre] também oferece metodologias para acompanhar as medidas de adaptação do clima na agricultura. Dados da FAO, divulgados em setembro, são estarrecedores: o número de pessoas com fome no mundo subiu, pela primeira vez, em uma década, afetando 815 milhões de pessoas. Entre os principais fatores, conflitos, crises econômicas, mudança climática e uma série de secas prolongadas na África. De acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, há risco de se aumentar o risco de fome e má nutrição em 20% até 2050.

Diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, José Graziano da Silva,

Diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, José Graziano da Silva,

Para o diretor-geral da agência, José Graziano da Silva, o mundo não está fazendo o suficiente para enfrentar essa “imensa ameaça”, mas ainda é possível atingir a meta de fome zero até 2030. Nesse sentido, é na agricultura que se dão as lutas contra a fome e a mudança climática e juntam-se para gerar soluções. Uma das soluções seria integrar a mitigação e adaptação em toda a cadeia alimentar. Segundo Graziano, “não funciona apenas transformar a maneira como é produzida a comida. Mas transporte, processamento e consumo também devem ser examinados”.



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