1º/10/2015

Lucas Alves

 

O plano inicial da ONU de limitar o aquecimento do planeta a 2oC não está contemplado nas metas de corte de emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE) apresentadas pelos países, cujo prazo informal estabelecido pela Convenção do Clima da ONU encerrou-se no dia 1o de outubro.

A constatação é de um estudo realizado pela organização científica independente Climate Action Tracker (CAT), que analisou as 19 Contribuições Nacionalmente Determinadas Pretendidas (em inglês, INDC) entregues pelos maiores emissores de GEE, considerando a União Europeia como um único país.

As metas dos países analisados indicam que os compromissos de cortes de emissão de GEE apresentados pelos países garantirão que a temperatura do planeta aumente 2,7o Celsius, aquém dos 2o C estabelecidos desde os princípios da Convenção do Clima das Nações Unidas.

Entretanto, as INDCs foram consideradas fundamentais pelo CAT na medida em que elas reduzem o avanço do aquecimento global em pelo menos um grau. Somente com as atuais políticas em vigor (basicamente o Protocolo de Quioto e algumas poucas ações isoladas), a temperatura da Terra aumentaria 3,6o Celsius.

Para limitar o aumento de temperatura aos 2o C previstos inicialmente, a organização científica recomenda a revisão das metas a serem negociadas no possível Acordo de Paris a cada cinco anos, quando os países intensificariam seus esforços para ampliar os cortes de emissão de GEE.

A meta apresentada pelo Brasil no final de setembro, durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, foi classificada como média, que tem viés positivo. O país deverá cortar 37% de sua emissão de GEE até 2025 e 43% até 2030 e, assim, contribuir com a ambição de limitar a temperatura do planeta a 2o Celsius.

Países como Estados Unidos, China e União Europeia também tiveram suas metas definidas com médias, enquanto que outras nações apresentaram propostas tidas como inadequadas. É o caso de Japão, Austrália, Coreia do Sul, Rússia e África do Sul.



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