13/11/2017

Solange Sólon Borges

Em entrevista coletiva concedida na sexta (10/11), o subsecretário-geral de Meio Ambiente do Ministério de Relações Exteriores, José Antônio Marcondes de Carvalho, tratou das expectativas quanto à construção do livro de regras de implementação, que deve ser concluído em 2018, frisando que é preciso “avançar nessa tarefa agora para não perder esse prazo”.

O Brasil quer incluir seus pontos de interesse como financiamento, redução de emissões e adaptação à mudança do clima, processo que busca evitar os danos associados ao aquecimento global. “A ambição não pode ser adiada. A comunidade internacional trabalha para avançar no desenho das diretrizes que guiarão a implementação das metas de cada país”, explicou.

Entre os principais temas na mesa de negociações, transparência, avaliação dos esforços coletivos dos países para a implementação do Acordo de Paris e mecanismos de financiamento.

“Temos pouco tempo pela frente e esse trabalho é de fundamental importância para que a comunidade internacional possa avançar”, afirmou Marcondes, ao tratar da regulamentação que tem de ser concluída em 2018.

Ações da Itaipu, na geração de energia limpa, são reconhecidas pela ONU

A Itaipu Binacional foi a única empresa latino-americana convidada a participar da COP 23 e as ações do Brasil e do Paraguai em prol da geração de energia limpa foram reconhecidas pela ONU.

As ações brasileiras e paraguaias de produção de energia limpa e renovável receberam o reconhecimento da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. Pertencente ao governo dos dois países, foi realizado debate, em evento paralelo à Conferência, sobre a geração hidrelétrica no contexto do desenvolvimento sustentável e serviços ecossistêmicos e a conservação da biodiversidade. E, também, o anúncio de parceria da Itaipu com órgão das Nações Unidas a fim de promover soluções em água e energia.

Entre as ações, o reflorestamento das áreas próximas ao reservatório da usina, em área de mais de 100 mil hectares. Além da geração de energia, o reservatório abastece municípios e ainda é utilizado para finalidades turísticas, agropecuárias e de produção de peixes.

Um dos destaques é o programa Cultivando Água Boa, em parceria com o governo federal e órgãos estaduais e municipais, com ações socioambientais para conservação dos recursos naturais e promoção da qualidade de vida nas comunidades da Bacia Hidrográfica do Paraná 3, área conectada ao reservatório da usina.

Hidrelétrica de Itaipu – na fronteira entre o Brasil e Paraguai, responde pelo abastecimento energético de 60 milhões de pessoas em 54 municípios dos dois países. No ano passado, a geração registrada correspondeu a 17% do consumo de energia elétrica em território brasileiro e 78%, no Paraguai. O tratado entre os dois países foi firmado em 1973.



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