17/12/2018

Solange Sólon Borges

Os mais de 190 países da Convenção do Clima aprovaram, após intensa negociação, o conjunto de normas que tornará possível o Acordo de Paris, o chamado Livro de Regras. Esse texto trata de questões ligadas a financiamento, tecnologias, mitigação e adaptação à mudança do clima e reporte de emissões.

Na próxima COP pretende-se avançar no conjunto de normas do mecanismo pelo qual ações de redução de emissões poderão ser comercializadas, no âmbito de crédito de carbono.  A expectativa é avançar no estabelecimento do Mecanismo de Desenvolvimento Sustentável (MDS). O posicionamento do Brasil é que esse será um instrumento de incentivo a ações do setor privado além daquelas previstas nas metas propostas por cada país, as chamadas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs).

Por meio do MDS, iniciativas que levem à redução de emissões poderão ser comercializadas, entre os países, como créditos de carbono. O Brasil defende que o mecanismo seja um esforço adicional em relação às metas nacionais e, ainda, um indutor do setor privado. Assim, os países poderão fazer mais do que o compromisso apresentado pelos governos.

O que está em jogo são os detalhes de como esse mercado vai operar. Hoje cada país tem uma meta específica de redução de emissões e indicativos para alcançá-la.

Mercado de carbono

Diferentes setores da economia brasileira declararam, no final da COP24, apoio à regulação internacional do mercado de carbono, mecanismo que confere valor financeiro a projetos de redução de emissões feitos pela iniciativa privada. Indústria, produção de cana-de-açúcar, agricultura e pecuária estão entre os segmentos que deram suporte ao posicionamento brasileiro, pois o setor produtivo também integra as ações de combate à mudança do clima. O grupo de representantes que ressaltou essa contribuição para a economia brasileira: Confederação Nacional da Indústria (CNI), União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), Indústria Brasileira de Árvores (IBA) e Sociedade Rural Brasileira.



Últimas da Imprensa

ver mais dados da imprensa
x