10/11/2016

Solange Sólon Borges

Com o Acordo de Paris em vigor desde 4 de novembro, o desafio da Conferência das Partes (COP 22) sobre Mudança do Clima, que se realiza em Marrakech, será a implementação de ferramentas de transparência e fiscalização a fim de garantir o cumprimento das metas de redução das emissões de carbono. Na agenda da delegação brasileira, a regulamentação do mercado de carbono, existente desde o Protocolo de Kyoto, mas com propostas de transparência e regulamentação desse mercado com o intuito de se evitar uma possível contagem dupla – compradores e vendedores fazendo o abatimento da mesma emissão de carbono em suas metas nacionais.

No dia 9/11, no Espaço Brasil, o governo federal e instituições internacionais lançaram a Lab Brasil para o Financiamento do Clima com vistas ao desenvolvimento de uma economia de baixo carbono. O objetivo dessa plataforma é agregar especialistas do setor público e também da iniciativa privada e ainda da sociedade civil para estabelecer medidas inovadoras que garantam o financiamento para ações de baixa emissão de GEE. De acordo com informações do Ministério do Meio Ambiente (MMA), a primeira chamada para sugestões com foco no País receberá propostas até 16 de dezembro.

Nesse sentido, as áreas de florestas, agricultura e energia são avaliadas como prioritárias e essenciais para o cumprimento das metas nacionais.  “O intuito é reforçar o diálogo com o setor financeiro para explorar oportunidades”, afirmou o diretor de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Adriano Santhiago. Encontram-se em curso algumas ações e, na avaliação de Santhiago, a Lab Brasil contribuirá para acelerar o processo. “O país tem muita ambição na agenda climática e essa será uma importante ferramenta para estabelecer redes e estabelecer ações”, explicou.

A Lab Brasil integra outra plataforma maior, o Global Innovation Lab, apoiado pelo G7, agregando as principais economias mundiais: Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. Desde o seu lançamento, em 2014, o Lab reuniu cerca de US$ 600 milhões (R$ 1,9 bilhão) em compromissos de financiamento para projetos pilotos em energias renováveis, eficiência energética, agricultura inteligente e de uso da terra.

Meta brasileira – Na Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC), o compromisso nacional é de redução de 37% das emissões de carbono até 2025, com indicativo de chegar a 43% em 2030.

Adaptação – No Espaço Brasil também foi realizado evento da Fundação Getúlio Vargas (FGV), no dia 10/11, sobre adaptação às mudanças do clima e oportunidades de negócio. Na ocasião, foram apresentados dois cases: um deles da Fundação Boticário e o outro da Braskem.

Espaço Brasil Braskem

No Espaço Brasil também foi debatida a estratégia brasileira para implementar o REED+ (abaixo). Entre outros eventos, no dia 14/11, o da Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM) com a apresentação de Marina Mattar, diretora de Relações Institucionais da entidade. A segunda parte do side event ficou a cargo de Jorge Souto, diretor de sustentabilidade da Braskem. Também ocorreu encontro da Coalização Clima, Floresta e Agricultura que fez a apresentação de seu documento de posição, inclusive com a presença da presidente da União da Indústria de Cana-de Açúcar (UNICA), Elizabeth Farina.

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