27/11/2015

Lucas Alves

Foi-se o tempo em que a sustentabilidade era uma política adotada apenas por grandes corporações. A apropriação da agenda do desenvolvimento sustentável inicialmente pelas empresas de maior porte refletiu nas menores, já que muitas delas fazem parte de uma cadeia produtiva ampla.

Entretanto, ao longo dos anos, micro e pequenos negócios, atentos às oportunidades do mercado, já nasceram considerando o tripé da sustentabilidade, no qual os esforços para atingir o lucro são divididos entre as preocupações sociais e ambientais.

O resultado é o surgimento de pequenas empresas com foco na inovação e que consideram a sustentabilidade como fator essencial no desenvolvimento de seus negócios.

Para quem acha que estes exemplos estão distantes do Brasil, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) selecionou pouco mais de uma dezena de micro e pequenas empresas que foram criadas com o propósito de oferecer soluções a desafios de sustentabilidade.

O trabalho desenvolvido por estes pequenos negócios estão reunidos no Guia de Inovação para Sustentabilidade em MPE, que acaba de ser lançado pela FGV.

O professor e consultor independente em Sustentabilidade, Aron Belinky, criou a metodologia do Guia, que no primeiro momento reuniu 56 micro e pequenas empresas no processo seletivo e, ao final, escolheu 11 delas para apresentar as soluções inovadoras criadas para enfrentamento de questões ligadas ao meio ambiente.

Foto: Ayrton Vignola

Foto: Ayrton Vignola

São empresas como a Biotechnos que diante da alta nos preços dos combustíveis identificou a oportunidade de instalar pequenas usinas de biodiesel para geração de energia, que são movidas a óleo de cozinha reutilizado e óleos residuais ou excedentes da colheita de grãos.

“O objetivo deste trabalho foi reconhecer a capacidade de inovação dessas micro e pequenas empresas na criação de negócios sustentáveis”, analisa a editora do Guia e da revista Página 22, Amália Safatle. “O Guia é uma amostra de histórias inspiradoras”, avalia.

Amália defende que as pequenas empresas têm grande capacidade de inovação nos processos produtivos, já que a maioria delas não apresenta estruturas organizacionais complexas que normalmente dificultam a substituição de modelos tradicionais de produção por outros mais sustentáveis.



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