19/11/2015

Lucas Alves

O reconhecimento do governo brasileiro dos impactos das mudanças climáticas e a necessidade de reduzir a vulnerabilidade e os riscos dos fenômenos decorrentes dela estão orientando a revisão do Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima (PNA).

O processo ocorre por meio de consulta pública, com prazo até 7 de dezembro, cujo objetivo é receber contribuição dos diversos setores da sociedade civil, seja privado ou público.

Criado pelo Ministério de Meio Ambiente (MMA) e Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em conjunto com várias organizações brasileiras, o PNA é um instrumento que deve orientar as ações governamentais e a formulação de políticas públicas para o enfrentamento dos impactos da mudança climática.

O plano considera 11 setores ou temas, que são representados por órgãos governamentais e organizados em grupo de trabalho para estudar a adaptação aos fenômenos do clima.

Foram considerados os seguintes setores: agricultura, recursos hídricos, segurança alimentar e nutricional, biodiversidade, cidades, gestão de risco aos desastres, indústria e mineração, infraestrutura, povos e populações vulneráveis, saúde e zonas costeiras.

A estratégia do plano de adaptação envolve a identificação da exposição a impactos que estão ocorrendo e as projeções futuras baseadas no clima; a assimilação da vulnerabilidade a esses potenciais impactos; e o estabelecimento de medidas e diretrizes de adequação para cada setor específico.

O PNA é a primeira iniciativa de abrangência nacional que discute, de maneira estruturada e sistematizada, os processos de adaptação à mudança do clima.

O plano é o reconhecimento do alerta científico de que os impactos dos fenômenos naturais extremos têm relação direta com o funcionamento das cidades e com a segurança de suas populações, além de ameaçar os espaços construídos e os ativos econômicos dos países.



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