30/5/2018

Solange Sólon Borges 

Em comemoração ao Dia Internacional da Biodiversidade (22/5), em Brasília, foram lançados três projetos para proteção da fauna e da flora brasileiras: o Pró-Espécies, o Paisagens Sustentáveis da Amazônia e o GEF-Terrestre. Com iniciativa do Ministério do Meio Ambiente (MMA), os projetos resultaram de acordos de cooperação técnica com instituições nacionais e internacionais e previsão de repasses totalizando US$ 106,3 milhões. O evento também assinalou os 25 anos da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), o primeiro tratado mundial sobre a utilização sustentável, conservação e repartição equitativa dos benefícios derivados da biodiversidade, consenso de 156 países durante a ECO 92, no Rio de Janeiro.

Conheça os projetos

O GEF-Terrestre (coordenação do MMA) tem como foco a ampliação da conservação da biodiversidade nos biomas Caatinga, Pampa e Pantanal, com a criação e apoio às unidades de conservação, incentivo a práticas comunitárias sustentáveis e restauração de áreas degradadas, além de ações para a conservação de espécies ameaçadas com prazo de execução de 5 anos. O projeto receberá US$ 32,6 milhões, sendo o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) a agência implementadora e o Funbio, a executora.

Já o Paisagens Sustentáveis da Amazônia objetiva melhorar a sustentabilidade dos sistemas de áreas protegidas, reduzir as ameaças à biodiversidade, recuperar áreas degradadas, aumentar o estoque de carbono, desenvolver boas práticas de manejo florestal e fortalecer políticas e planos voltados à conservação e recuperação. Com recursos da ordem de US$ 60,3 milhões, o MMA fará a coordenação direta do projeto, com duração de 6 anos, e o Banco Mundial será a agência implementadora, sendo executores a Conservação Internacional (CI) e o Funbio.

O Pró-Espécies foi elaborado pelo MMA, em parceria com os Institutos Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ), além do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio). Com o objetivo de minimizar impactos sobre as espécies em risco de extinção, receberá US$ 13,4 milhões, oriundos do Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF, sigla em inglês para Global Environment Facility Trust Fund). O Funbio será a agência implementadora e o WWF Brasil, a executora.

Com informações do MMA



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