1º/12/2015

Solange Sólon Borges 

A parceria nas áreas de clima e florestas, entre Brasil e Noruega, foi prorrogada até 2020. Em vigor desde 2008, já havia resultado na contribuição de US$ 1 bilhão por parte da Noruega ao Fundo Amazônia e agora o aporte será de mais US$ 600 milhões. O anúncio foi feito no dia 30, coincidindo com o início da 21ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), em Paris.

A prorrogação foi entendida pelo governo brasileiro como uma ação em consonância com as metas anunciadas pelo País e uma forma de elevar a ambição de redução do desmatamento e da degradação florestal.

Segundo informações do blog do Planalto, “as reduções do desmatamento da Amazônia no Brasil estão entre os mais importantes esforços da última década nas áreas de mudança do clima e desenvolvimento sustentável. Junto com nossos parceiros alemães, fazemos isto em reconhecimento pelos impressionantes resultados do Brasil alcançados até o momento e por causa de suas admiravelmente elevadas ambições para o futuro. Dado o desempenho do Brasil na consecução desses objetivos, manteremos nosso apoio financeiro nos níveis atuais até 2020”, afirmou a primeira ministra norueguesa Erna Solberg.

Essas contribuições, em sua segunda etapa, continuarão a ser feitas inicialmente a partir do mecanismo baseado em resultados do Fundo Amazônia.

Nas discussões climáticas, Brasil e Noruega estão em linha quanto à necessidade de se alcançar um acordo ambicioso que inclua provisões que apoiem a implementação continuada do REDD+.

O que é o Fundo Amazônia? Sob administração do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), conta com estrutura de governança que contempla representantes de Estados da região amazônica, diversos ministérios, o próprio BNDES, além da sociedade civil. Os projetos que contam com apoio do Fundo integram o plano para redução do desmatamento e desenvolvimento sustentável regional. Entre as suas prioridades, o apoio às populações indígenas, o incremento às atividades econômicas com base no uso sustentável da floresta e, ainda, o cumprimento do Código Florestal. Hoje, o Fundo apoia 75 projetos, num total de US$ 546 milhões.



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