10/11/2015

Lucas Alves

A menos de três semanas para o início da 21a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP21), que começa no dia 30, alguns estudos divulgados por diferentes organizações internacionais estão alertando os negociadores dos países sobre a urgência de um acordo climático em Paris.

A organização de cientistas e jornalistas independentes dos Estados Unidos, Climate Central, divulgou análise que mostra os impactos das mudanças climáticas e desenhou cenários catastróficos.

O aquecimento global – resultante da intensa emissão de gases de efeito estufa provoca o degelo das calotas polares e o aumento do nível dos mares – afetará grandes cidades costeiras, como Rio de Janeiro, Mumbai, Hong Kong, Xangai e Buenos Aires, afirma o estudo.

Em um cenário de aumento de 2o Celsius da temperatura da terra – desejado pela Convenção do Clima da ONU –, o avanço do nível dos oceanos seria, em média, de 4,7 metros e afetaria cerca de 300 milhões de pessoas.

Se a alta da temperatura for de 3o Celsius – como leva o resultado das metas de redução de emissões apresentadas até agora pelos países – o mar subirá 6,4 metros e cobrirá áreas onde vivem, atualmente, cerca de 400 milhões de pessoas.

No caso de as emissões continuarem no ritmo atual e o planeta ficar 4o Celsius mais quente, os oceanos subiriam em média 8,9 metros e afetariam áreas ocupadas por 600 milhões de pessoas na atualidade.

O estudo do Climate Central se soma à divulgação do relatório anual da Organização Meteorológica Mundial, que aponta que o nível de concentração dos Gases de Efeito Estufa (GEE) nunca esteve tão alto, atingindo novo recorde em 2014.

O estudo não mede as emissões de GEE, mas mostra sua concentração na atmosfera. O dióxido de carbono, principal gás com efeito estufa de longa duração, atingiu a marca de 397,7 partes por milhão (ppm).

E para piorar o cenário catastrófico, o Banco Mundial também divulgou uma análise em que 100 milhões de pessoas a mais viveriam na pobreza extrema em 2030, caso não haja um acordo para limitar os impactos do aquecimento global.



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