6/11/2017

Solange Sólon Borges 

A COP23, que se inicia hoje, 6/11, em Bonn, Alemanha, deverá debater e refletir números desfavoráveis à contenção da elevação da temperatura no planeta.

Boletim da Organização Mundial de Metereológia (WMO-World Meteorological Organization), agência especializada das Nações Unidas, divulgado em 30/10, traz a informação do aumento nos níveis de concentração de CO2, em 2016, sem precedentes na história da humanidade.

As concentrações estariam agora 145% mais altas comparadas aos níveis pré-industriais (antes de 1750). Foram registradas 403,3 partes por milhão, em 2016, ante 400,00 ppm, em 2015, resultado da combinação de atividades humanas somadas ao fenômeno El Niño. Segundo o relatório, trata-se do mais alto nível nos últimos 800 mil anos. Ao longo dos últimos 70 anos, o aumento do CO2 na atmosfera foi  quase 100 vezes maior do que no final da última era glacial.

Também são indicados  fatores como o crescimento da população, as práticas agrícolas, o aumento do uso da terra e o desmatamento, a industrialização e o uso de energia a partir de fontes de combustíveis fósseis para justificar essa alta concentração de gases de efeito estufa (GEE) na atmosfera.

De acordo com o relatório, esses números superlativos de concentração de Co2 e demais gases têm o potencial de iniciar mudanças sem precedentes nos sistemas climáticos e podem provocar “graves perturbações ecológicas e econômicas”.



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