2/12/2015

Solange Sólon Borges

O evento Diálogos do Brasil na COP21 – Rumo à Implementação da INDC Brasileira está sendo realizado até o dia 9 de dezembro na Embaixada do País, em Paris. No encontro de hoje, gestores públicos e pesquisadores debateram a renovação da matriz energética como medida essencial para que o Brasil cumpra a meta de corte de emissões apresentada às Nações Unidas.

Segundo informações do Ministério do Meio Ambiente (MMA), as fontes renováveis representam 78% da geração de energia nacional, superando em mais de três vezes a média mundial, com apenas 20,3% de fontes renováveis e mais de 40% derivada do carvão.

Para a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o tema precisa ser debatido na agenda climática e “como o País já faz a diferença, pode fazer mais a partir de uma perspectiva de inovação tecnológica”.

Foi apresentado levantamento liderado pelo pesquisador Emílio Lèbre (COPPE/UFRJ), analisando as implicações das ações brasileiras voltadas ao corte de emissões de carbono. O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, reforçou o desafio brasileiro de implantar a meta nacional de corte de emissões e, ao mesmo tempo, manter o crescimento econômico, apoiando-se especialmente em seu potencial bioenergético. Segundo Tolmasquim, será dobrará a demanda energética até 2030.

 

Destaque para o Plano Agricultura de Baixo Carbono e Embrapa

O debate da tarde desta quarta-feira, 2/12, concentrou-se em apresentar o Plano Agricultura de Baixo Carbono (Plano ABC) e as principais ações da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Saiba mais – O setor de uso da terra e florestas foi o que apresentou a maior queda nos níveis de emissões (2005-2012): mais de 1 bilhão de toneladas de carbono equivalente (tCO2e) abaixo do que foi projetado para 2020. O inventário de emissões está a cargo do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o país teria reduzido, até agora, 41,1% das emissões. A redução decorre dos resultados alcançados a partir do combate ao desmatamento. Em 2012, foram 1,2 bilhão de toneladas de carbono contra as 2,04 bilhões de toneladas de carbono registradas em 2005, de acordo com informações fornecidas pelo Ministério do Meio Ambiente.



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