6/6/2018

Agência Indusnet Fiesp

Para esclarecer o conceito de ‘valor compartilhado’ e inspirar iniciativas corporativas inovadoras e sustentáveis, o Comitê de Responsabilidade Social (Cores) da Fiesp participou nesta quarta-feira (6 de junho) da 20ª Semana de Meio Ambiente da instituição, em São Paulo.

Durante sua fala de abertura, o diretor do departamento de Desenvolvimento Sustentável (Economia Circular) da Fiesp e do Ciesp, Mario Hirose, falou da importância de uma agenda consistente para o setor, além do trabalho indutor dos profissionais da área que diariamente têm a responsabilidade de minimizar os desequilíbrios de uma temática tão complexa como a implementação de ações de cunho social no ambiente empresarial.

Para a diretora de Responsabilidade Social da Fiesp e do Ciesp, Grácia Fragalá, o encontro de sustentabilidade, que já é tradição na Fiesp, abriu uma importante janela ao discutir também responsabilidade social. “Estudos mostram uma capacidade de geração de US$ 12 trilhões em investimentos e 360 milhões de novos empregos no mundo até 2030 caso a agenda de objetivo de desenvolvimento sustentável ganhe força”, afirmou. Segundo ela, as empresas estão sendo desafiadas a mudar sua visão de desenvolvimento financeiro focado no resultado imediato para esse desenvolvimento sustentável focado na visão de longo prazo, tendo o investimento social como geração de valor.

Na visão do presidente da Abraps (Associação Brasileira dos Profissionais pelo Desenvolvimento Sustentável), Fabiano Rangel, os estudos da esfera sustentável fazem parte de um movimento constante de adaptação social, no Brasil e no mundo. Na associação, os colaboradores do setor se juntaram para discutir pontos positivos, desafios, agenda e perspectivas do setor.

Na avaliação da diretora de Marketing e Eventos da Abraps, Ana Lúcia Stockler, a implementação do chamado ‘valor compartilhado’ passa por um equilíbrio verdadeiro entre os pilares ambiental, social e econômico. “Em 2030, batendo com a agenda 20/30 da ONU [Organização das Nações Unidas], precisaríamos de dois planetas Terra para assimilar os resíduos de CO² e os recursos naturais básicos para a sobrevivência da população mundial. Vivemos o funil da insustentabilidade, com uma demanda cada vez maior e uma oferta cada vez menor”, detalhou.

Risco, retorno e impacto

Da Basf, o diretor da Fundação Espaço Eco, Rodolfo Walder Viana, contou como o tema do ‘valor’ tem sido inserido no modelo de negócio da companhia química. “Se o capitalismo do século 19 visava apenas o lucro e o do século 20 despertou para a relação entre lucro e risco, o do século 21 focará em risco, retorno e impacto”, defendeu. “Se como organização não trouxermos propósito, dificilmente justificaremos nossa existência numa nova sociedade”, completou Viana.

A gerente de Sustentabilidade da Coca-Cola, Flávia Neves, por sua vez, chamou a atenção para o delicado momento de crise moral pela qual passa o Brasil e como as empresas têm pensado suas estratégias sociais para amenizar os reflexos dessa crise, que também é econômica, e reinventar novas formas de fazer negócio.

Na experiência da Fibria, a consultora de Sustentabilidade Bianca Richter Guedes Conde explicou que a ideia do ‘valor compartilhado’ tem sido uma ferramenta social essencial para a empresa. “Por isso, fazemos parte de um grupo internacional de companhias que compartilham exemplos práticos de sustentabilidade social empresarial, além de consultar especialistas renomados no assunto”, disse.

Já a analista de Responsabilidade Social da Votorantim Cimentos Élyda Tavares contou que os temas de responsabilidade social da casa são tratados no guarda-chuva da sustentabilidade. Ela citou dois projetos em especial: um focado em reparos de moradias populares para família de baixa renda e outro no cultivo de babaçu na região Nordeste, em conjunto com uma comunidade vizinha da fábrica local.

Na Tetra Pak, a especialista em Meio Ambiente, Vivian Guerreiro, alertou para os impactos ambientais já vistos nos últimos anos e explicou que “a partir do momento que começamos a falar em medidas corretivas e não mais preventivas, é hora de colocar em prática tudo o que sabemos para reinventar nossos negócios de forma perene e sustentável”, finalizou.



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