8/11/2017

Solange Sólon Borges

Na abertura da COP23, na segunda-feira, 6/11, a secretária-executiva da Convenção, Patrícia Espinosa, declarou que “milhões de pessoas no mundo têm sofrido com eventos climáticos extremos e essa é uma amostra do que ainda poderá ocorrer se não agirmos”. Ela fez referência ao Brasil pelo fato de a Convenção ter sido criada na Rio 92, encontro mundial sobre meio ambiente realizado no Rio de Janeiro, e desde então diversas medidas foram tomadas para a sustentabilidade, culminando com a Acordo de Paris, concluído em 2015. “Estamos indo da era da esperança para a era da implementação”, resumiu.

“Nosso mundo está sendo pressionado pela mudança do clima e precisamos trabalhar juntos para identificar apoio para a ação climática”, afirmou o primeiro-ministro das Fiji, Frank Bainimarama, presidente da COP 23. Fiji, um país insular situado no Pacífico, a exemplo de outras ilhas, está entre as nações ameaçadas pela mudança climática.

O desafio desta COP é construir um livro de regras para a implementação do Acordo de Paris, quando cada país apresentou sua meta para fazer frente à mudança do clima. A regulamentação precisa ser concluída até 2018.

Na NDC brasileira, redução de 37% das emissões de gases de efeito estufa até 2025, com indicativo de cortar 43% até 2030 é um desafio. Na lição de casa do país, entre as medidas de adaptação, atenção à vulnerável área litorânea com o Programa Nacional de Conservação da Linha de Costa Brasileira (Procosta), compromisso voluntário apresentado na Conferência dos Oceanos, em junho deste ano, promovida pelas Nações Unidas. O objetivo é garantir o monitoramento, a gestão e a conservação da região litorânea brasileira.

Em relação às secas, o MMA lançou estudo com o índice de vulnerabilidade aos desastres naturais. Nesse levantamento, avalia-se o nível de sensibilidade de cada área do país para subsidiar estratégias de adaptação. Pelo relatório, o Centro-Oeste, o leste do Amazonas e o oeste do Acre são indicados como áreas críticas.

Outro pilar é o Plano Nacional de Adaptação (PNA), de 2016, com o objetivo de promover a redução da vulnerabilidade à mudança do clima.

Com informações do MMA.



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