30/11/2015

Lucas Alves, de Paris

Teve início nesta segunda-feira (30), em Paris, a 21a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que tem como objetivo construir um acordo mundial sobre as emissões de gases de efeito estufa pelos países.

Sob forte esquema de segurança, governantes de mais de 150 países desembarcaram na capital da França para tentar impulsionar as negociações que terão início assim que terminar as reuniões de alto nível.

A plenária de abertura foi marcada pelo otimismo sobre as perspectivas para se chegar a um consenso, seja pela disposição dos chefes de Estado presentes, seja pelas metas apresentadas anteriormente pelos países.

O presidente da França, François Hollande, afirmou que o combate às mudanças climáticas e ao terrorismo precisam ter a mesma atenção dos governantes. “Não estou escolhendo entre a luta contra o terrorismo e a luta contra o aquecimento global. Esses são dois grandes desafios que devemos superar”.

Convidado de honra, o príncipe Charles destacou a importância das decisões que começam a ser tomadas em Paris para as futuras gerações. “Raramente tantas pessoas depositaram sua confiança nas mãos de tão poucos”, afirmou.

Em seu discurso, a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, afirmou que “a melhor maneira de construir soluções comuns para problemas comuns é a nossa união em torno de um acordo justo, universal e ambicioso, que limite neste século a elevação da temperatura média global em 2ºC”.

Entretanto, a presidente reconhece que para atingir tal objetivo é necessário ter um instrumento que seja juridicamente vinculante. “Nosso acordo não pode ser apenas uma simples soma das melhores intenções de todos. Ele definirá caminhos e compromissos que devemos percorrer para juntos vencer o desafio planetário do aquecimento global”.

Em setembro deste ano, o Brasil anunciou na ONU uma meta de redução absoluta de 43% das emissões de gases causadores do efeito estufa até o ano 2030, tendo como base o ano de 2005.

Durante a abertura do evento, o presidente da COP21 e ministro de Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, pediu convergência aos negociadores e salientou dois pontos a serem considerados na busca de um acordo: capacidade de ouvir e transparência.



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