6/11/2015

Lucas Alves

 

Na corrida por um novo acordo global sobre o clima, China e França divulgaram recentemente uma Declaração Presidencial Conjunta sobre as Mudanças Climáticas que promete dar novo impulso à negociação.

O comunicado informa que os dois países trabalharão para construir um “acordo ambicioso” com a criação de um instrumento jurídico-vinculante e com a revisão das metas apresentadas a cada período de cinco anos.

O documento divulgado pelo país anfitrião, durante visita do presidente François Hollande à Pequim, sinaliza a disposição dos dois países de se chegar a um consenso na 21a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP21), que será realizada de 30 de novembro a 11 de dezembro, em Paris.

Atualmente, a China é o país com o maior nível de emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE), responsável por cerca de 25% do total emitido no mundo.

Os governos dos dois países concordaram que o novo acordo global sobre o clima deverá estabelecer os mecanismos de monitoramento de cumprimento dos compromissos assumidos publicamente por meio das Contribuições Nacionalmente Determinadas Pretendidas (em inglês, INDC). O objetivo é promover a confiança mútua entre os países-membros da Convenção do Clima.

Além disso, há consenso de que seja preservado o princípio de “responsabilidades comuns, porém diferenciadas”, no qual os países assumem compromissos de acordo com seu histórico e atual nível de emissão de GEE.

O governo francês não tem medido esforços e utilizado amplamente sua diplomacia para chegar a um consenso em Paris. Garantir a participação da China – assim como dos Estados Unidos – é primordial para que o acordo seja realmente “ambicioso”, como desejam os países.

Já a China vem sinalizando ao mundo que está disposta a contribuir com a negociação climática. No final de setembro, o presidente Xi Jinping havia feito uma segunda declaração conjunta com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

Na oportunidade o governo chinês anunciou que irá disponibilizar 20 bilhões de iuanes (equivalente a R$ 12 milhões) para criar o Fundo de Cooperação para o Clima Sul-Sul, destinado a ajudar os países em desenvolvimento a combater as mudanças climáticas.



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