6/10/2016

Solange Sólon Borges

O Acordo de Paris sobre mudança do clima já foi ratificado por 75 países e entrará em vigor em 4 de novembro, segundo anúncio da Organização das Nações Unidas (ONU).

Na avaliação da entidade, o fato demonstra que os países responsáveis por 56% das emissões globais de gases de efeito estufa (GEE) entregaram seus instrumentos de validação, superando o mínimo necessário de 55% para vigorar o pacto mundial.

A COP21 (21ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima), realizada em Paris, em dezembro de 2015, aprovou o Acordo de Paris para limitar o aumento da temperatura média global abaixo dos 2ºC, com esforços para manter o aumento da temperatura a 1,5ºC até 2100; promover o financiamento coletivo de US$ 100 bilhões por ano para países em desenvolvimento; e criar mecanismo de revisão a cada cinco anos.

Entre os países que ratificaram o acordo: Estados Unidos e China, considerados os maiores poluidores do planeta, União Europeia, Índia, França, Eslováquia, Hungria, Alemanha, Áustria e Portugal. E, ainda, Peru, México, Honduras, Gana, Canadá, Bolívia e Argentina.

O Brasil depositou o instrumento de ratificação em 21 de setembro na sede da ONU. Agora, o Brasil elabora estratégia nacional para cumprir as metas do acordo: “Uma estratégia que seja verdadeiramente nacional e que corresponda a um novo plano de desenvolvimento para o país, que seja feita em base sustentável e de baixas emissões de gases de efeito estufa”, de acordo com o secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do MMA, Everton Lucero. A NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada) brasileira tem como meta a redução das emissões em 37%, em 2025, e em 43%, até 2030, abaixo dos níveis de 2005.

A próxima conferência climática da ONU, COP22, se inicia em 7 de novembro em Marrakech, no Marrocos.

Para saber mais: http://unfccc.int/paris_agreement/items/9444.php



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