06/11/2017

Solange Sólon Borges

Na abertura da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, COP 23, em 6/11, a Organização Mundial de Meteorologia divulgou Declaração sobre o Estado do Clima.

Para os especialistas dessa Organização, é bem provável que este ano entre na lista dos três anos mais quentes da história. O fenômeno levaria a eventos de alto impacto com a ocorrência de fortes furacões e enchentes, ondas de calor e seca.

Entre os indicadores de mudança climática, altas concentrações de dióxido de carbono, aumento do nível do mar e acidificação do oceano continuam e a cobertura de gelo do Ártico ainda se encontra abaixo da média e a extensão do gelo do mar da Antártica, previamente estável, poderia estar próximo de uma baixa recorde.

A Declaração sobre o Estado do Clima da OMM relata que a temperatura média global, entre janeiro e setembro de 2017, ficou aproximadamente 1,1º Celsius acima da era pré-industrial. Com forte impacto do fenômeno El Niño, 2016 deve continuar sendo o ano mais quente já registrado, com 2017 e 2015 vindo em segunda ou terceira posição. O período entre 2013 e 2017 deve ser o mais quente da história.

À frente da agência, Petteri Taalas elencou situações recentes de clima extremo, como os 50º Celsius registrados na Ásia, furacões sucessivos no Caribe e chegando até a Irlanda, enchentes e forte seca no leste da África.

Segurança alimentar – Estudo da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) enfatiza que, nos países em desenvolvimento, a produção agrícola e pesqueira representa 26% de todas as perdas relacionadas com tempestades, enchentes e seca.

Migração climática – Em 2016, 23,5 milhões de pessoas precisaram ser deslocadas dentro de seus países em função de desastres causados pelo clima, na região da Ásia-Pacífico, especialmente. Na Somália, foram contabilizados mais de 760 mil deslocados internos, segundo a Agência da ONU para Refugiados (Acnur) e a Organização Internacional para Migrações (OIM).

Com informações da Rádio ONU



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