3/5/2015

Solange Sólon Borges 

Com o novo Acordo do Clima, muitos países estão mais atentos e incentivam estrategicamente o uso de energias renováveis para alcançar o cumprimento das suas metas propostas.

Nesse cenário, relatório publicado e elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), em parceria com o organismo de Finanças de Nova Energia da Bloomberg (BNEF) e o Centro de Colaboração para o Clima e o Financiamento de Energia Sustentável da Escola de Frankfurt e da agência da ONU, traz informações relevantes.

Os investimentos em energias renováveis alcançaram o expressivo montante de 286 bilhões de dólares em 2015 e é mais do que o dobro do registrado para os recursos destinados ao carvão e gás.

Outra informação de destaque da pesquisa é que também foi o primeiro ano no qual países em desenvolvimento investiram mais em energias limpas do que as nações desenvolvidas. O Brasil integra a lista dos dez maiores investidores do mundo.

As fontes renováveis geraram 134 gigawatts adicionais em 2015, em comparação com os 106 GW do ano anterior. Pelos cálculos do levantamento, esse montante impediu que 1,5 gigatonelada de gás carbônico fosse liberada na atmosfera.

Os recursos somados da China, Índia e Brasil representam aumento de 16% em 2015, alcançando a casa dos US$ 120 bilhões, sendo quase 100 bilhões apenas da China. O Brasil participa com aproximadamente 7 bilhões.

Em 2015, os projetos brasileiros voltados à energia solar alcançaram a casa dos US$ 657 milhões e a energia eólica recebeu US$ 5,7 bilhões. Em dez anos, as eólicas saíram do patamar de 27,1 MW para 8,7 mil MW de capacidade instalada e o País alcançou a 10.ª posição no ranking dos maiores produtores de energia eólica do mundo.

Conheça o estudo disponível do PNUMA, em inglês.

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