Atores das discussões climáticas

Amigos da Terra – Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) com atuação concentrada na Amazônia em função de políticas públicas adotadas, o que envolve mercados e comunidades locais. Mantém parceria com grupos da rede Friends of the Earth International em diversos países.

www.amigosdaterra.org.br

Centro de Estudos de Sustentabilidade (GVCES) da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Eaesp) – criado em 2003, tem como objetivo ser um espaço de produção de conhecimento com foco no desenvolvimento de estratégias, políticas e ferramentas de gestão públicas e empresariais para a sustentabilidade. Entre suas iniciativas, o Programa Brasileiro GHG Protocol e a Plataforma Empresas pelo Clima (EPC).

www.gvces.com.br

CNI Sustentabilidade sobre Mudança do Clima – trata-se de uma ação da indústria a fim de promover diálogo permanente entre o setor empresarial sobre tendências, tecnologias inovadoras, oportunidades e desafios para a busca da competitividade com sustentabilidade em alinhamento com o Mapa Estratégico da Indústria 2013-2022. Essa iniciativa tem co-realização do SESI e do SENAI e deriva do processo de mobilização do setor industrial brasileiro coordenado pela CNI durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – Rio + 20, em junho de 2012, que resultou no Encontro da Indústria para Sustentabilidade, quando mais de 1.000 representantes da indústria brasileira estiveram reunidos.

www.portaldaindustria.com.br

Coalização Brasil, Clima, Florestas e Agricultura – entidade que reúne segmentos como CEBDS, Ethos, Abag, Sociedade Rural Brasileira, Única, Ibá, WWF, TNC, WRI, Observatório do Clima, Diálogo Florestal, Embrapa Florestas, Imaflora, Klabin, Natura, entre muitas outras.

Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) – fundado em 1997, reunindo grandes empresas atentas às práticas de sustentabilidade que tiveram grande destaque na Rio-92. Hoje, agrega mais de 70 grupos empresariais, totalizando cerca de 40% do Produto Interno Bruto brasileiro. Foi a primeira instituição a adotar o conceito Triple Bottom Line, que se baseia em três pilares de sustentabilidade: econômico, social e ambiental.

www.cebds.org

Embrapa – A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária está ligada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Em sua agenda, antecipa cenários e soluções para a agropecuária com vistas ao desenvolvimento de uma agricultura empresarial e familiar sustentável, preservando a prática de comunidades tradicionais. A EMBRAPA conta com 46 unidades descentralizadas, 17 unidades centrais, 16 escritórios em todas as regiões do País – além de três escritórios na América Latina e África e quatro laboratórios virtuais na Europa, China, Coreia do Sul e Estados Unidos. Sua equipe de pesquisa é composta de cerca de 2.500 cientistas.

www.embrapa.br

Empresas pelo Clima (EPC) – plataforma empresarial permanente criada em 2009 por empresas brasileiras que apoiam o estímulo à criação de uma economia de baixo carbono. O EPC, articulado pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade (GVces) da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Eaesp) conta com 36 empresas participantes.

www.empresaspeloclima.com.br

Frente Parlamentar Ambientalista – coordenado pelo deputado Sarney Filho (PV­-MA) e Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas (CMMC).

www.frenteambientalista.com

Fundação de Amparo à Pesquisa do estado de São Paulo (FAPESP)  –  O Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais – PFPMCG (“FAPESP Research Programme on Global Climate Change” – RPGCC) tem como objetivo avançar no conhecimento sobre o tema a fim de auxiliar na tomada de decisões informadas cientificamente com respeito a avaliações de risco e estratégias de mitigação e adaptação. O Programa tem componente tecnológico para o desenvolvimento de alternativas apropriadas para o futuro, voltadas à mitigação de emissões e adaptação em todos os setores e atividades. Outro componente é o observacional, que deve envolver a recuperação e expansão de observações climáticas regionais e paleo-climáticas a fim de superar a falta de observações ambientais de qualidade para pesquisas.

www.fapesp.br/6261

Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (Fundo Clima) – um dos principais instrumentos da Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC). Com natureza contábil e vinculado ao MMA, é administrado por comitê formado por representantes de órgãos federais, da sociedade civil, do terceiro setor, dos estados e dos municípios.

www.mma.gov.br

Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas – criado por decreto em 2000, objetiva mobilizar e conscientizar a sociedade sobre as questões pertinentes ao tema. É composto por 12 ministros de Estado, do diretor-presidente da Agencia Nacional de Águas (ANA) e de personalidades e representantes da sociedade civil.

www.forumclima.org.br

Iniciativas Empresariais em Clima (IEC) – Tem como objetivo alinhar temas e agendas de cada iniciativa, buscando sinergias nas atuações e propondo ações conjuntas com vistas a reunir e promover o intercâmbio das informações e conteúdos produzidos, otimizando recursos e potencializando a atuação empresarial. Integrado pelo CEBDS, EPC GVCES, Fórum Clima Ethos, Pacto Global e Rede Clima CNI.

www.empresasnacop.com.br

Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social – entidade criada e mantida por empresas na promoção do desenvolvimento sustentável, reunindo 662 empresas que representam 35% do PIB brasileiro. É responsável pela secretaria executiva do Fórum Clima, que surgiu para acompanhar os compromissos da carta Aberta ao Brasil sobre Mudanças Climáticas.

www.ethos.org.br

Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) – criado em Sorocaba, em 1995, a fim de conservar florestas por meio do desenvolvimento de atividades econômicas, associadas a boas práticas de manejo e uso racional dos recursos naturais.

www.imaflora.org.br

Imazon – trata-se de instituto de pesquisa, funbdado em 1990, com sede em Belém, no Pará, com o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável na Amazônia. Suas pesquisas incluem diagnóstico socioeconômico dos usos de solo, além do desenvolvimento de cenários, entre outras atividades. O Imazon já publicou mais de 600 trabalhos técnicos.

www.imazon.org.br

Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas (INCT) – rede de pesquisas interdisciplinares em mudanças climáticas que se embasa na cooperação de 65 grupos de pesquisa nacionais de todas as regiões e 17 grupos de pesquisa internacionais da Argentina, Chile, Uruguai, EUA, Alemanha, Holanda, Reino Unido, Índia, Japão e África do Sul, somando mais de 400 pesquisadores, estudantes e técnicos. Os Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia foram criados em 2008 pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). São financiados pelo CNPq, pela CAPES e, no caso dos sediados no Estado de São Paulo, pela Fapesp. Atualmente, existem 119 INCTs em todo o Brasil, cobrindo diversas áreas da ciência e tecnologia. O INCT para Mudanças Climáticas está sediado no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), e está vinculado diretamente à Rede Clima (Rede Brasileira de Mudanças Climáticas), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), ao LBA (Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera da Amazônia), ao GEOMA (Rede Temática de Pesquisa em Modelagem Ambiental da Amazônia) e o Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC).

http://inct.ccst.inpe.br

Observatório ABC – iniciativa coordenada pelo GVAgro, em parceria com o GVces, da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Lançado em 2013, realiza estudos para a promoção do conhecimento e informações, fomentando debates e discussões sobre o Plano ABC e o Programa ABC. www.observatoriodoclima.eco.br

Observatório do Clima – a rede abriga 35 instituições do terceiro setor com o objetivo de discutir o tema no contexto brasileiro e, para isto, promove eventos contando com especialistas e assessorando o governo na criação de políticas públicas de mitigação e adaptação às mudanças do clima.

www.oc.org.br.

Pacto Global – surgido em 1999, por iniciativa de Kofi Annan, então secretário-geral da ONU, com o intuito de mobilização da comunidade empresarial internacional a fim de se adotar dez princípios relacionados a valores de direitos humanos, relação de trabalho, práticas ambientais e combate à corrupção. Agrega mais de 5.200 organizações articuladas em 150 redes ao redor do mundo por meio da adesão voluntária. No Brasil, o Pacto deu início às suas atividades em 2000 por ação do Instituto Ethos e hoje 642 empresas brasileiras são suas filiadas.

www.pactoglobal.org.br

Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC) – surgiu em 2009 impulsionada pelos ministérios do Meio Ambiente e da Ciência, Tecnologia e Inovação, reunindo cientistas e pesquisadores de instituições do País e seus dados científicos. Outro objetivo é auxiliar na formulação de políticas públicas, reunindo a produção científica brasileira sobre o tema.

www.pbmc.coppe.ufrj.br

Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês, Intergovernmental Panel on Climate Change) foi criado em 1988 pela Organização Metereológica Mundial e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) a fim de fornecer informações científicas, técnicas e socioeconômicas que auxiliem no entendimento do tema, seus impactos e opções de adaptação e mitigação. O IPCC se divide em três grupos de estudos, contando com aproximadamente 150 cientistas. Um deles trata das bases físicas do sistema climático dando sustentação a todo o processo. O segundo estuda impactos, adaptação e vulnerabilidade associados à mudança do clima; e o terceiro tem como foco a mitigação. Cada grupo elabora seu relatório de forma independente. Outro grupo tem como missão realizar os inventários de emissões de GEE. A cada 4 anos é divulgado um documento com dados compilados dos resultados das pesquisas. Em 2014, foi divulgado o 5º Relatório apontando que o aquecimento global tem sido provocado provavelmente pela interferência humana. Também traz quatro possíveis cenários futuros com previsão de aquecimento global que varia de 0,3 a 4,8 graus centígrados ao longo deste século. Os relatórios anteriores foram divulgados em 1990, 1995, 2001 e 2007. O diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) é Achim Steiner.

www.ipcc.ch

PNUMA – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente – O Instituto Brasil PNUMA é uma entidade privada sem fins lucrativos, que tem como atividade principal a divulgação dos resultados do trabalho do PNUMA e suas publicações, além da promoção e participação em atividades de educação e conscientização ambiental.

www.brasilpnuma.org.br

Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas Globais (Rede Clima) – criada em 2007 pelo então Ministério da Ciência e Tecnologia, surgiu com a missão de gerar e disseminar conhecimentos, auxiliando a responder aos desafios representados pelas causas e pelos efeitos da mudança climática global. É um dos pilares às atividades de Pesquisa e Desenvolvimento do Plano Nacional de Mudanças Climáticas do governo federal. Reúne comunidade científica e tecnológica para produção de conhecimento e informações com vistas à formulação e acompanhamento das políticas públicas e apoio à diplomacia brasileira nas negociações internacionais. Um de seus produtos é a elaboração regular de análises sobre o estado do conhecimento das mudanças climáticas no Brasil, nos moldes dos relatórios do IPCC, porém com análises setoriais mais específicas.

www.redeclima.ccst.inpe.br